Método
O catálogo organiza cada planta em torno do vocabulário sintrópico desenvolvido por Ernst Götsch. Esses são os conceitos-chave que você verá nas fichas:
Estratos
O sistema vertical é dividido em cinco estratos — emergente, alto, médio, baixo e rasteiro — definidos pela necessidade de luz da planta adulta. Uma mesma espécie pode mudar de estrato durante seu ciclo de vida; o catálogo registra o estrato principal e os estratos secundários compatíveis.
Sucessão (estágios Götsch)
Cada planta pertence a um estágio sucessional: Placenta I (anuais até 6 meses), Placenta II (até 2 anos), Secundária I (até 10 anos), Secundária II (até 100 anos), Climáx (mais de 100 anos), Transicional. Um sistema sintrópico saudável tem representantes simultâneos de todos os estágios — não plantamos por etapas.
Classe de biomassa
Plantas adubadoras decompõem rapidamente, são ricas em nitrogênio e alimentam a vida microbiana do solo (Inga, Gliricídia, Margaridão). Plantas de cobertura decompõem lentamente e formam mulch persistente (Banana, Eucalipto, Capim Mombaça). Um sistema saudável combina ambas.
Poda
Götsch chama a poda de "o combustível das transformações". Em vez de adubar e irrigar com insumos, podamos no momento certo: capina seletiva, poda de rejuvenescimento, poda de manejo, poda de produção. O catálogo registra a tolerância à poda e a capacidade de rebrota de cada espécie.
Biomas brasileiros + Köppen
Cada planta é etiquetada com os biomas onde ocorre (Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Pampa, Pantanal) e a relação com cada um (nativa, naturalizada, adaptada, invasora). O Köppen permite filtrar por clima global.